PRISIONAL

 
Rodrigo, mesmo com uma peruca, óculos e roupas novas, não enganou os agentes


Rodrigo Martins Custódio, de 30 anos, o conhecido “Calado”, tentou ludibriar a segurança do Presídio de Coronel Fabriciano na tarde deste sábado. Recolhido na unidade prisional sob a suspeita de diversos crimes, Calado tentou sair em meio aos visitantes, no encerramento das visitas, com uma peruca e um par de óculos.

O fato curioso, digno de um enredo de ficção, aconteceu no fim do horário permitido para a visitação de familiares dos reclusos da cadeia. Na fila para sair do presídio, estava uma pessoa que chamou a atenção dos agentes penitenciários. Esta “visita” aguardava o momento de sair do pátio da unidade, como apurou o Portal Diário do Aço, e parecia com alguém conhecido deles.

O suspeito foi chamado e, para surpresa dos agentes, era o preso Rodrigo Martins. Ele trocou de roupas, retirando o tradicional vermelho da Suapi (Subsecretária de Administração Prisional), colocou uma peruca e um par de óculos, como se fossem de grau. Ao contrário dos filmes ou séries de televisão, o preso não conseguiu sucesso na empreitada e voltou para a cela.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) comprou dez drones com o objetivo de “auxiliar funcionários na segurança” das unidades prisionais paulistas. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, os equipamentos foram adquiridos mediante licitação, finalizada no último dia 30/06. Os valores dispendidos com os drones giram em torno de R$157.500,00.

A tecnologia de Veículos Aéreos Não Tripulados(VANT), que fotografa, filma e armazena imagens voando a grandes alturas, sendo operado por computador ou tablet, promete colaborar na vigilância das atividades rotineiras de detentos, sobrevoos de busca em casos de motins e fugas e até na verificação do trânsito de visitas em penitenciárias, centros de detenção provisória e centros de progressão penitenciária.

As unidades onde os 10 equipamentos adquiridos pela Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) vão funcionar ainda não foram definidas pela SAP.

No total, dez servidores do sistema prisional foram treinados para controlar os drones. Também não foi definido prazo para que eles comecem a ser operados.

 
Fonte: sifuspesp

A blindada começa a chiar no PL por volta das 11h. Quem faz a entrega são os faxinas, responsáveis também por distribuir o PH, a dentuça, o espumante e a goela. Os colegas da lavanderia não recolhem coruja de forma alguma, apenas manta da cadeia, lençol e praiana. A manta paisana ou do mundão também é levada para a lavanderia. Você está achando tudo muito estranho neste parágrafo? Esses termos, aparentemente enigmáticos, fazem parte do cotidiano dos cerca de 68.000 detentos de Minas Gerais, especialmente dos 3.700 que trabalham em atividades de entrega de marmitas e produtos de higiene, de lavanderia, limpeza e manutenção.

Conhecer as gírias utilizadas pelos detentos ajuda a entender o universo carcerário.

Conheça algumas das girias mais utilizadas pelo presos nas Unidades Prisionais


Girias usadas pelos detentos.

 
A boa: Maconha de boa qualidade.
Abraçar a bronca: Assumir a culpa de outros.
Achanã: Cigarro, careta.
Agendar: Transar (sexo).
Alibã: Polícia.
Âncora: Gancho de ferro.
Anojar: Incomodar, elemento pegajoso.
Anzol: Seringa hipodérmica.
Arpão: Seringa hipodérmica
Arrego: Favorecimento mediante propina, ceder a um cardo.
Assou: Foi identificado, flagrado.
A mentirosa: Zero hora.
Abrir: Fugir, fazer o sujeito falar sob tortura.
Adeva: Advogado.
Ageum: Conversa.
Aliviar: Sair fora.
Andróide: Pessoa guiada, robô.
Antena: O preso está espreitando.
Apertar: Atirar com arma contra alguém.
Arrepiar: Impor, medo, terror, surrar.
Artigo 121 ou 123: Não apresentar as características malandras do prazo.
Atracar: Abordar, invadir.
Azuelar: Azular, roubar o companheiro.
Blindão (sujão) – o agente honesto (sem parada).
Boi – lugar onde fazem as necessidades fisiológicas.
Bondão – muitos agentes ou policiais.
Buque(buck) – isolamento, castigo.
Bodiando: Dormindo.
Bolo: Confusão, encrenca, problema.
Brilho: Cocaína.
Bruxa: Paranga de maconha.
Bagulho: Mercadorias, objetos, pertences.
Bailou: Entrou preso.
Baixar o preso: Matar o preso.
Barão: Mil reais.
Batalhar: Prostituir, trabalhar duro.
Bicuda: Faca.
Biru: Cigarro, achanã, careta.
Bixo D’Água: Serra.
Bobo: Relógio.
Boca Larga: Revólver, pistola, arma de fogo.
Boca sujeira: Local muito arriscado, com freqüente presença policial.
Bola cheia: Pessoa maioral, que está com tudo, é o cara.
Bolou: Elaborar um plano.
Bronca: Crime cometido, problema de ordem legal ou disciplinar.
Cafofo – lugar onde esconde drogas, celulares e armas.
CFA – cigarro de filtro amarelo (maconha).
CFB – cigarro de filtro branco (cocaína).
Coletivo – presos da unidade prisional (massa carcerária).
Comarca – cama.
Comédia – preso que comete crime sem expressão, crime de pouco valor econômico, vacilão(vacilação).
Comissão – grupo de presos que representa o coletivo
Contar – conferir a cadeia.
Cupicha – companheiro.
Cabeça de lata: É o robô, cabeça guiada.
Concha: Tapa na orelha.
Carango: Automóvel, carreta, carro.
Carreirinha: Filete de cocaína para cheirar.
Chamar para a pedra: Colocar no castigo.
Chupar bala: Estar distraído.
Coelho: R$10
Corujando: Observando.
Cagüetar: Denunciar.
Caído: Estar por baixo, má fase.
Cana: Detenção.
Cano: Arma de fogo, revólver, pistola.
Carango: Automóvel, carreta, carro.
Carreirinha: Filete de cocaína para cheirar.
Charutinho: Quantidade significativa de dinheiro.
Chupar bala: Estar distraído.
Da boca – da mesma localidade ou da boca de fumo(tráfico de entorpecente).
Desenrolar – resolver da melhor maneira.
Desfalecimento – morto(querem falar falecimento).
Dá roupa: Estar acobertando um malandro.
Dar: Indicar o paradeiro, caguetar.
Delegacia: Conselho disciplinar.
Dá roupa: Estar acobertando um malandro.
Dar: Indicar o paradeiro, caguetar.
Delegacia: Conselho disciplinar.
Dá roupa: Estar acobertando um malandro.
Dar: Indicar o paradeiro, caguetar.
Delegacia: Conselho disciplinar.
É um sono: Pessoa que cria dificuldades, atrapalha os demais.
Empilhado: Vários crimes, muita bronca.
Entortar: Fumar, drogar.
Está em surto: Preso que apresenta distúrbios mentais.
Fazer uma limpeza ou faxina: Ordem de morte ou transferência de preso.
Funcionário – como os presos chamam os agentes penitenciários.
Geral – revistar as celas.
Garoto – homossexual.
Gran bell – telefone.
Isolamento – cela onde o preso cumpre o castigo, por cometer alguma indisciplina.
Já é – neste momento, agora.
Kiling (quiling) – preso que rouba dentro da cadeia.
Laô – comida(refeição do preso) ou briosa (quentinha).
Ligação – preso que faz compra na cantina para o coletivo.
Lili – liberdade.
Mister M(X-9,triplo X) – alcagüete, delator.
Olheiro – que vigia a cela para ver quando vem os agentes.
Parada – ato ilícito dentro da cadeia.
Papo reto – falar a verdade.
Presidente – o preso de maior patente dentro da cadeia.
Seguro – preso ameaçado de morte pelo coletivo(fica numa cela de segurança).
Sol – banho de sol(tem direito o preso por 2hs na semana).
Tia – parente do preso (como é chamada a mulher e a mãe do preso).
Tatu – preso que cava túnel.
Xerife – o preso responsável pela cela

Cerca de 100 famílias receberam doações na comunidade de Tabual e Bairro Alfredo Dias; grupo arrecada doações desde o início do ano para repassar às famílias carentes.

 

Agentes penitenciários das cidades de Francisco Sá, Salinas e Grão Mogol se uniram para fazer uma doação de roupas e agasalhos à famílias de comunidades carentes em Francisco Sá, no Norte de Minas.

Nesse sábado (17), cerca de 100 famílias Bairro Alfredo Dias e da comunidade de Tabual receberam as doações de roupas, sapatos, roupas de cama e agasalhos. “Nós estamos com esta ação, de recolher doações, desde o início do ano quando conseguimos ovos de páscoa para as crianças. Agora, como Francisco Sá é uma região onde venta muito, percebemos a necessidade de ajudar estas famílias com roupas”, explica o agente Thiago Vladmir.

 
Cerca de 100 famílias receberam os agasalhos e roupas (Foto: Thiago Vladmir/Arquivo Pessoal)Cerca de 100 famílias receberam os agasalhos e roupas (Foto: Thiago Vladmir/Arquivo Pessoal)

Cerca de 100 famílias receberam os agasalhos e roupas (Foto: Thiago Vladmir/Arquivo Pessoal)

Para o agente, a ação também é uma forma de prevenir que os moradores destas comunidades sejam aliciados por organizações criminosas que possuem detentos na Penitenciária da cidade. “Isso é uma prevenção para que as crianças não sejam influenciadas por criminosos que possuem certo poder econômico. Ainda, esperamos quebrar a imagem distorcida que o agente possui, de uma pessoa fria. Os agentes são pessoas comuns que também têm esta visão humanizada para aqueles que precisam”.

Repasse ajudará na manutenção do presídio. Unidade prisional já mantém uma parceria com o município no fornecimento de sacolas confeccionadas pelos detentos.

 

A Prefeitura de Formiga assinou um convênio com a penitenciária da cidade onde serão repassados R$ 25 mil por ano para ajudar na manutenção da unidade. O convênio tem duração de quatro anos.

O prefeito Eugênio Vilela recebeu o diretor da penitenciária de Formiga, Sérgio Evaristo, o vereador cabo Cunha, que foi o responsável pela indicação para incluir o repasse no orçamento deste este ano, além do chefe de Gabinete, Thiago Pinheiro, o diretor de segurança da Penitenciária, Leandro de Sousa e a diretora de administração da instituição, Daniela dos Santos Ribeiro Sousa.

Segundo Sérgio, a verba auxiliará bastante, pois será destinada a ações de primeira necessidade da penitenciária, como manutenção. “A penitenciária tem hoje cerca de 200 servidores e temos algumas necessidades que, com certeza, essa verba ajudará a sanar”, comentou.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Formiga, especificamente neste convênio não há uma cobrança de contrapartida por parte do Executivo. No entanto, a penitenciária já tem uma parceria com o município, como por exemplo no fornecimento de sacolas de jeans confeccionadas pelos detentos para auxiliar na distribuição dos alimentos arrecadados pelo Banco Municipal de Alimentos (BMA) e em outras atividades.

A assessoria ainda destacou que a penitenciária gera cerca de 200 empregos diretos na cidade e que o recurso repassado visa auxiliar a direção a manter a boa condição de trabalho no local.

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