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Um caso que, no momento é tratado como crime passional, está em apuração em Ipatinga. O assassinato foi registrado por volta de 22h de sábado (22), na rua 14, bairro Esperança, em Ipatinga, onde Leonardo Oliveira da Silva, de 35 anos, foi morto a tiros. Leonardo era lotado na Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas e trabalhava no CSE, no Centro de Ipatinga. 

Reprodução


Leonardo era lotado na Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas e trabalhava no CSE, no Centro de Ipatinga



O alvo do crime, entretanto, poderia ser outra pessoa, um amigo da vítima. Pelo menos é o que indica a versão do caso foi apresentada à polícia por outros dois homens, Jean silva Costa, 31 anos e Marcelo Batista Peixoto, de 35 anos, conforme apurou o Portal Diário do Aço.

Conforme Jean e Marcelo contaram à polícia, os dois estavam a bordo de um Fiat Siena e foram à rua 14 onde se encontrariam com uma mulher, namorada de Jean. 

Os dois amigos eram seguidos pelo agente do Sistema Socioeducativo, Leonardo Oliveira, que estava em uma motocicleta. Ao chegar ao local, assim que a mulher ia entrar no veículo, aproximou-se rapidamente um indivíduo, não identificado, com capuz na cabeça e portando uma arma com mira a laser apontando na direção da mulher, que correu e abrigou-se atrás de uma residência, momento em que escutou um disparo e arma de fogo. 

Álbum pessoal


Leonardo Oliveira da Silva, de 35 anos



Jean e Marcelo fugiram do local, no carro, sentido ao fim da rua, que não tinha saída. Os dois tiveram que retornar e avistaram Leonardo em luta corporal e o homem armado. Mais tiros foram efetuados e o atirador saiu correndo. 

Quando se aproximaram de Leonardo perceberam que o amigo já estava morto. A motivação do crime ainda é apurada. 

O que se sabe é que a mulher mantinha relacionamento com Jean, após ter rompido o relacionamento com outro homem, há aproximadamente 20 dias. Esse homem está sendo procurado pela polícia como suspeito do crime.

Conhecidos de Leonardo informaram ao Portal DA, que a vítima morava na rua Joel, no bairro Canaãzinho e já trabalhou na antiga Mavimoto/Honda, antes de ser agente socioeducativo

 
Rodrigo, mesmo com uma peruca, óculos e roupas novas, não enganou os agentes


Rodrigo Martins Custódio, de 30 anos, o conhecido “Calado”, tentou ludibriar a segurança do Presídio de Coronel Fabriciano na tarde deste sábado. Recolhido na unidade prisional sob a suspeita de diversos crimes, Calado tentou sair em meio aos visitantes, no encerramento das visitas, com uma peruca e um par de óculos.

O fato curioso, digno de um enredo de ficção, aconteceu no fim do horário permitido para a visitação de familiares dos reclusos da cadeia. Na fila para sair do presídio, estava uma pessoa que chamou a atenção dos agentes penitenciários. Esta “visita” aguardava o momento de sair do pátio da unidade, como apurou o Portal Diário do Aço, e parecia com alguém conhecido deles.

O suspeito foi chamado e, para surpresa dos agentes, era o preso Rodrigo Martins. Ele trocou de roupas, retirando o tradicional vermelho da Suapi (Subsecretária de Administração Prisional), colocou uma peruca e um par de óculos, como se fossem de grau. Ao contrário dos filmes ou séries de televisão, o preso não conseguiu sucesso na empreitada e voltou para a cela.

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Durante toda esta terça-feira, 18.07, profissionais de segurança e sociedade civil estão reunidos no 39º Batalhão de Polícia Militar, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, no segundo Encontro Regional de Polícia Comunitária promovido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Escola Integrada de Segurança Pública (Eisp). Serão realizados encontros em todas as regiões do Estado, com o objetivo de capacitar até 1.800 pessoas nos próximos meses.

O objetivo é trocar experiências desenvolvidas hoje pela Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e também pela Sesp e elucidar o conceito de polícia comunitária, que passou a ser mais difundido depois da década de 90, quando os trabalhos das forças de segurança focaram também na aproximação da comunidade, de forma participativa. Durante a abertura do evento o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sesp, Odilon Couto, lembrou que em 1988 a Polícia Militar iniciou um projeto de policiamento distrital, um embrião do que poderia ser feito para envolver a comunidade na busca de uma solução dos problemas de segurança.

“Depois desse projeto, lembro-me que em 1993 foram elaboradas as Diretrizes de Planejamento Operacional, com 14 pressupostos, que já sinalizava que sem a participação social o poder público por si só não ia vencer a criminalidade cada vez mais organizada”, disse. 

 

Já o coronel da PM Mauro Alves, ressaltou que em meados da década de 40, a polícia formava seus soldados para a guerra. “Falar em Polícia Militar colaborativa e parceira era impensável naquela época. No final da década de 80 o cenário mudou vertiginosamente. Com a PM próxima ao cidadão, há a promoção da paz. Precisamos somar esforços para colocar o nosso país onde ele não poderia ter saído”, disse o coronel.

Como exemplos de proximidade entre a atuação policial e a sociedade, a tenente da PM Andrea Cristina Guimarães listou alguns dos projetos que funcionam na 2ª Região de Polícia Militar e dão bons resultados. É o caso da rede de vizinhos protegidos; rede de empresas, bancos e comerciantes protegidos; projeto carga segura; projeto vibrante mirim; patrulha social; celular seguro; teatro interativo túnel das drogas e Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). Segundo a tenente, a mobilização da comunidade e o reestabelecimento da confiança do cidadão no trabalho policial é fundamental para que esses projetos sigam adiante e deem resultados.

 

O delegado da Polícia Civil, Álvaro Homero, corrobora com a afirmação de que sem a participação da comunidade fica mais difícil se fazer segurança pública. “Todas as informações que temos vem da comunidade. Por mais que tenhamos outros aparelhamentos, a essência vem da comunidade. É da comunidade que vem as informações e as testemunhas. O aprimoramento do estudo de polícia comunitária passa a ser de suma importância”, disse.

Na primeira palestra do dia, que conceituou o termo polícia comunitária, o tenente do Corpo de Bombeiros Militar, Fábio Gomes Silva, também apresentou projetos que aproximam a corporação da comunidade e permite o estabelecimento de vínculos importantes para o trabalho operacional. Dentre os projetos estão o curso de natação, aberto à população, que atende 8 mil pessoas por ano e tem duração de quatro meses, com aulas três vez por semana, nos turnos da manhã e da tarde. “Além de ensinarmos uma prática esportiva, evitamos que muitas crianças e jovens fiquem na rua, sem algum propósito”, disse o bombeiro militar.  

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A Região Metropolitana de Belo Horizonte ganhou nesta quinta-feira, 20 de julho, mais um reforço para o Sistema Prisional: o Núcleo de Escolta Hospitalar do Estado. O projeto foi possível graças aos esforços de agentes de segurança penitenciários da Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP). No local, agentes ficarão sempre à disposição para assumir as escoltas hospitalares de presos recém-admitidos em unidades prisionais, liberando, assim, policiais militares e civis para retornarem ao trabalho constitucional. A localização do Núcleo é estratégica. Ele fica ao lado do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, no bairro Horto.

O Secretário Adjunto da Administração Prisional, Marcelo Costa, esteve presente na solenidade de inauguração. Com um discurso encorajador, ele emocionou a todos ao destacar a força dos profissionais que mantêm a SEAP. “Eu tenho 18 anos de Sistema Prisional. Sou do tempo em que fazíamos a escolta de forma precária, em ônibus e até em Fusca. Minas Gerais, atualmente, é referência em assuntos penitenciários e deve isso às pessoas que conduzem esse lugar. O que nós estamos fazendo hoje é respeitar essa categoria, trazer dignidade às pessoas que seguram nos ombros o Sistema Prisional mineiro. A minha emoção aqui é de estar dando exemplo para o País, mas destacando que isso é fruto de muito trabalho de servidores anônimos”.

 

O Núcleo faz parte da Central Integrada de Escolta do Sistema Prisional. Segundo o coordenador-geral da CIESP, Lúcio Antônio Silva, a criação do espaço se deu pela necessidade de ajudar as Polícias Civil e Militar. “Agora, assim que formos comunicados, assumiremos a escolta de presos recém-matriculados no Sistema, liberando os policias para suas atividades habituais. Ficamos com os presos até ele receber alta e, depois, o levamos para uma unidade prisional”.

Para Lúcio, a novo espaço mostra que o trabalho em conjunto é de suma importância. “É um projeto inovador, um progresso que fortalece o nosso compromisso e o do Estado de demonstrar a preocupação em ofertar um serviço de qualidade”. Neste momento inicial, 36 agentes, divididos em equipes, estão lotados no Núcleo. A intenção é que esse número seja maior, para que o setor possa fazer até 10 escoltas hospitalares ao mesmo tempo.

O Núcleo conta com três salas, três banheiros, garagem e alojamento, além de ter uma viatura e equipamentos de segurança como: algemas, tonfas, bastões e outros. A reforma do local durou cerca de 30 dias e foi feita por três presos e dois agentes. O material usado na obra veio de doações de unidades prisionais da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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Na noite dessa quinta feira dia 20/07/2017 a Policia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de direção perigosa, onde um veiculo Chevrolet Cruze estaria na porta da delegacia e teria empreendido em fuga após visualizar uma viatura da Polícia Militar.
O veículo foi abordado pelas guarnições da Polícia Militar VP do Meio Ambiente e Tático Móvel, e foi constatado que os ocupantes do veículo teria deslocado ate a Delegacia de Estrela do Sul e feito contato com o Agente Penitenciário Mauro. Nesse intervalo de tempo foi informado a PM sobre uma fuga de 02 (dois) preso da Delegacia.
Os dois foram recapturados é um Agente que estava de serviço também foi preso em Flagrante delito por ter dado apoio aos presos para fugirem.



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Mandados foram cumpridos após investigação que apurou chacina ocorrida no Bairro Lagoinha em 2015. Agentes serão levados para Belo Horizonte.

 

Polícia Civil de Uberlândia cumpriu sete mandados de prisão contra agentes penitenciários do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, durante a Operação “Legalidade” deflagrada na manhã desta quinta-feira (20). Os presos são investigados pelo envolvimento na morte de cinco pessoas, no Bairro Lagoinha, em 2015.

Em resposta ao G1, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que não tinha conhecimento das investigações e foi informada nesta quarta (19) da prisão dos suspeitos. Sobre a situação dos servidores a partir da acusação, a Seap disse que aguarda o fim das investigações para se pronunciar.

 Agentes de Uberlândia serão levados para unidade prisional de Belo Horizonte  (Foto: Caroline Aleixo/G1)

Agentes de Uberlândia serão levados para unidade prisional de Belo Horizonte (Foto: Caroline Aleixo/G1)

O inquérito foi conduzido pela Delegacia de Homicídios que concluiu que o crime foi motivado por vingança, em possível retaliação ao assassinato do agente penitenciário Edson Ferreira da Silva, de 49 anos, algumas horas antes da chacina.

A operação envolveu a mobilização de 40 policiais civis e dez agentes penitenciários, sob a coordenação do delegado regional Edson Rogério de Morais e o delegado de Homicídios, Rafael Herrera.

Durante o cumprimento dos mandados, apenas um dos investigados estava em horário de serviço, como escolta permanente de presos, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Um não foi encontrado em casa, porém se entregou ainda nesta manhã.

“Cinco agentes foram presos em suas residências, um foi preso cumprindo escala de trabalho no hospital da UFU e outro se apresentou na delegacia junto ao advogado. As investigações se valeram por todos os tipos de provas materiais e testemunhais. Apesar das provas, em alguns sentidos, irrefutáveis os autores não confessam a prática do crime”, comentou o delegado regional.

 

Os sete estavam em período probatório, sendo um deles mais antigo no cargo, porém em regime de contrato. Os demais exerciam a função há cerca de dois anos e meio. Os nomes dos servidores não foram informados pela polícia por motivo de segurança.

  

REPRESÁLIA: 

 

O agente Edson Ferreira, de 49 anos na época, foi assassinado durante a noite do dia 16 de agosto de 2015 próximo à Avenida Anselmo Alves do Santos, quando voltava do trabalho em uma motocicleta. Testemunhas disseram à Polícia Militar (PM) que se tratavam de dois autores em uma motocicleta de cor escura. Os suspeitos foram identificados e presos durante a Operação "Hades", realizada pela PM e pelo Gaeco, em setembro do mesmo ano.

Durante a madrugada no dia 17 de agosto, cinco pessoas morreram em uma chacina por disparos de arma de fogo. O crime foi registrado na Rua Platão, Bairro Lagoinha, e até então não havia informações sobre a autoria e motivação do crime.

A PM informou na época que, dentre as vítimas, foram identificados dois homens, um de 35 e outro de 50 anos, e uma mulher conhecida pelo apelido de “Tieta”. Dos identificados, os militares constataram passagens pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio, roubo e furto.

 

Em coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, o delegado responsável pelas investigações esclareceu o crime e disse as vítimas eram usuárias de drogas e não tinham nenhuma ligação com a morte do agente.

 

"Acreditamos que imbuídos de uma forte emoção, um sentimento de represália, eles cometaram o delito de maneira impensada. Os autores fizeram abordagem das vítimas com armas em punho, colocaram em posição de busca e a partir daí efetuaram os disparos. Foi descoberto que as munições utilizadas eram calibre 380, de uso permitido e utilizada por quase todos os agentes prisionais", disse Rafael Herrera.

 

O delegado ouviu todas as testemunhas ao longo das investigações e fez novas oitivas dos acusados após as prisões. Segundo Herrera, os laudos periciais das armas, depoimento de testemunhas e imagens de câmeras de segurança comprovam a participação efetiva e ativa dos agentes nas mortes.

Os agentes vão responder por homicídio qualificado por execução, por não terem dado chance de defesa às vítimas, e motivo fútil. Eles serão levados para uma unidade prisional em Belo Horizonte ainda nesta quinta-feira.


ENTENDA O CASO: 


Conforme o vídeo logo após a morte do Agente Penitenciário Edson Ferreira foi preso uma quadrilha que dentre eles 03 (três) criminosos foram os responsáveis pela execução do nosso colega diretamente no dia 16 de Agosto 2016.

Segundo o GAECO essa quadrilha também esta envolvida na morte da Agente Penitenciária Vivian Cristina na cidade de Uberaba executada próxima a Penitenciaria ao sair do plantão no mês de julho de 2015. Alegação é que o grupo faz parte do PCC (Primeiro Comando da Capital). As mortes são como uma "promoção/batismo" aos membros. 

E no dia 17 de Agosto de 2015 morreram 05 (cinco) pessoas na chacina em Uberlândia.

VÍDEO:


Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) uma operação para desarticular um movimento organizado dentro de presídios federais com o objetivo de matar agentes penitenciários federais. A operação foi denominada de 'Força e União'.

Cerca de 30 policiais federais estão cumprindo oito mandados de busca e apreensão, sendo quatro no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo, um mandado de condução coercitiva no Rio de Janeiro, além de cinco mandados de prisão preventiva, sendo um em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e quatro em São Paulo.

De acordo com os levantamentos, a facção criminosa Primeiro Comando da Capital assassinou dois agentes penitenciários federais em menos de um ano: Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel/PR e Henry Charles Gama Filho, em abril de 2017, em Mossoró/RN.

No decorrer da investigação do homicídio de Alex Belarmino, foi descoberto que a facção tinha planos de executar dois agentes públicos por unidade prisional.

 
 Henry Charles trabalhava no presídio federal de Mossoró (Foto: Divulgação / PM)

Henry Charles trabalhava no presídio federal de Mossoró (Foto: Divulgação / PM)

Já em relação a Henry, as investigações apontaram que sua morte havia sido planejada há dois anos na cidade de São Paulo, e que teve início através de integrantes do PCC envolvidos na coleta de dados, preparo da ação e com participação de pessoas próximas da vítima.

 

As investigações demonstraram, também, que não há pessoalidade nas ações do PCC, que escolhe seus alvos em razão das informações e de uma maior vulnerabilidade com o fim de se executar um plano preciso e sem deixar indícios de autoria.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) comprou dez drones com o objetivo de “auxiliar funcionários na segurança” das unidades prisionais paulistas. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, os equipamentos foram adquiridos mediante licitação, finalizada no último dia 30/06. Os valores dispendidos com os drones giram em torno de R$157.500,00.

A tecnologia de Veículos Aéreos Não Tripulados(VANT), que fotografa, filma e armazena imagens voando a grandes alturas, sendo operado por computador ou tablet, promete colaborar na vigilância das atividades rotineiras de detentos, sobrevoos de busca em casos de motins e fugas e até na verificação do trânsito de visitas em penitenciárias, centros de detenção provisória e centros de progressão penitenciária.

As unidades onde os 10 equipamentos adquiridos pela Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) vão funcionar ainda não foram definidas pela SAP.

No total, dez servidores do sistema prisional foram treinados para controlar os drones. Também não foi definido prazo para que eles comecem a ser operados.

 
Fonte: sifuspesp
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Declarada Inconstitucional a Resolução nº SSP 110/2010 do Secretário de Segurança Pública

Por unanimidade de votos, o Pleno do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo declarou inconstitucional a Resolução nº SSP 110/2010, editada pelo Secretário de Segurança Pública Dr. Antonio Ferreira Pinto.

Na referida resolução, o Chefe das Polícias determinava que, nos crimes dolosos contra a vida, praticados por policiais militares contra civis em qualquer situação – durante serviço (resistência seguida de morte) ou não, os autores deveriam ser imediatamente apresentados à autoridade policial civil para as providências decorrentes de atividade de polícia judiciária, nos termos da legislação em vigor (art. 9º, parágrafo único do Código Penal Militar e art. 10, § 3° c/c art. 82 do Código de Processo Penal Militar).

Suscitada a inconstitucionalidade da ordem, o TJM/SP decidiu que é de competência exclusiva da Polícia Judiciária Militar a condução da investigação de tais delitos, sustentando que o Secretário de Segurança Pública usurpou competência legislativa para alterar o predisposto no Código de Processo Penal Militar, produzindo norma contra “legem” e extrapolando os limites impostos pela natureza dos atos meramente executórios, emanados pelo Poder Executivo.

Antecedendo à sessão de julgamento, nos termos do §3º, do art. 482, do Código de Processo Civil, o Relator deferiu pleito de sustentação oral, apresentado verbalmente em Plenário pelo advogado João Carlos Campanini, sócio-administrador da Oliveira Campanini Advogados Associados.

De acordo com o Relator, Juiz Paulo Adib Casseb, havendo crime militar, nos moldes do art. 9º, do CPM, torna-se inafastável a previsão do §4º, do art. 144, da Constituição, que confere à polícia judiciária militar, com exclusividade, a investigação delitiva.

“A subtração dessa atribuição, da seara policial militar, mediante ato normativo infraconstitucional, intenta grosseira e frontal agressão ao Ordenamento Supremo”.

Com essa decisão, a Polícia Civil não mais poderá investigar as chamadas “Resistências Seguidas de Morte” quando partes Policiais Militares e civis infratores da lei.

Na mesma toada, a decisão emanada pelo Governador do Estado que culminou na Resolução nº SSP 45/2011, que objetiva destinar ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) todas as investigações oriundas das ocorrências envolvendo morte com partes policiais militares em serviço é natimorta.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Oliveira Campanini Advogados Associados.

O Presidente da AVM, Coronel Washigton Alves da Rosa, comenta o caso. Leia:

É Importante acrescentar que as Polícias Civis do Brasil usurpam essa função de polícia judiciária das Polícias Militares por uma interpretação errônea e mau caráter. Conforme o Art 125 § 4.º da Constituição Federal, “compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil”. Assim são misturados os conceitos de processo e procedimento.

O crime doloso contra a vida praticado por militar estadual que preencha os requisitos do Art 9.º do Código Penal Militar continua sendo crime militar, entretanto a ação judicial seguirá o rito do Tribunal do Júri, como é feito nos casos de crime comum. Esse processo, o “Tribunal do Júri”, não afeta o que o precede, ou seja, o procedimento, que no caso é um competente inquérito Policial Militar.

Cabe ao acusado Policial Militar, para que não responda a dois inquéritos pelo mesmo fato, impetração de Habeas Corpus trancativo, por constrangimento desnecessário e ausência de competência do Delegado de Polícia Civil.

Para os que acham a medida “corporativista” é bom lembrar que o Ministério Público é também destinatário dos IPMs concluídos, exercendo seu atributo de fiscal da lei e tendo competência para requisitar o cumprimento de diligências quantas vezes achar necessário.

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A Secretaria de Estado de Administração Prisional fechou parceria de trabalho para presos com duas multinacionais: a Magneti Marelli e a Black+Decker. Os convênios foram firmados por meio da Subsecretaria de Humanização do Atendimento e sua Diretoria de Trabalho e Produção (DPT). O setor tem 389 parceiros públicos e privados, de vários portes e ramos de atividade, para fornecimento de mão de obra dos indivíduos privados de liberdade.

Neste novo convênio, a Black+Decker - com sede nos Estados Unidos e que produz eletrodomésticos, ferramentas manuais e elétricas - vai se instalar, agora, na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba. O trabalho será executado por homens e mulheres que cumprem pena em regime fechado. As atividades começam nesta segunda quinzena de julho e vão contar com 15 presos. Mas a capacidade do local será para 50 indivíduos privados de liberdade.

 Já a Magneti Marelli – empresa italiana que fabrica produtos, sistemas e componentes para veículos automotores – vai funcionar em um galpão instalado no Presídio de Lavras, no Sul de Minas. Inicialmente, dez presos do regime fechado vão trabalhar no espaço que será inaugurado em agosto deste ano.
Presídio de Lavras 2
 

Segundo a Subsecretária de Humanização do Atendimento, a Defensora Pública Emília Castilho, “essas novas parcerias são muito interessantes seja pela especificidade das tarefas a serem executadas seja pela oportunidade de qualificação da nossa mão de obra com a experiência em empresas de âmbito internacional.”

Para o Governo de Minas Gerais, esses convênios significam mais oportunidades de reintegração do custodiado à sociedade. Para os empresários, a contratação representa custo zero com aluguel, condomínio, IPTU e encargos trabalhistas. É que os presos não têm carteira assinada. Eles são autorizados a trabalhar por meio de um alvará expedido pela Justiça. Recebem ¾ do salário mínimo e têm remição de pena. Para cada três dias de serviço, um a menos no total da condenação.

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Até o fim deste mês, a direção do Presídio Sargento Jorge, em Coromandel, no Alto Paranaíba, vai terminar a reforma geral da unidade. Dez presos e três profissionais da construção civil trabalham na obra, que é financiada por verbas pecuniárias, no valor de 160 mil reais, administradas pela Pastoral Carcerária da cidade. 

As obras começaram em março e transformaram o Presídio de forma significativa: o telhado foi substituído por laje e estrutura metálica; o canil ganhou outras baias; as celas foram totalmente reformadas; uma lavanderia foi instalada; a rede elétrica está novinha em folha; e o pátio de banho de sol e recebimento de visitas tem, agora, uma cobertura parcial.

 

Estruturas antigas são substituídas para dar mais segurança e agilidade nas tarefas dos servidores, tanto da área operacional quanto da administrativa. O diretor-geral do Presídio, Fernando Alves Maciel, relata que estão prontos 80% da revitalização. “A mão de obra dos detentos tem um papel fundamental nas frentes de trabalho. Porém, o mais importante é a capacitação profissional feita pelos trabalhadores contratados. Os presos estão, efetivamente, aprendendo um ofício”, explica o diretor.

Pela primeira vez, o Presídio é reformado desde a assunção pela Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP), em dezembro de 2007. Anteriormente, o local era de responsabilidade da Polícia Civil.

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na última quarta-feira (5), uma operação que resultou na prisão de oito pessoas que integravam uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em vários estados do país. Entre os golpes, estão fraude na venda de veículos e falso empréstimo. A operação recebeu o nome de "Simulation" e culminou na prisão de oito pessoas, além de duas conduções coercitivas e 13 mandados de busca e apreensão cumpridos. Estima-se que cerca de 100 pessoas foram lesadas, gerando um lucro de R$ 2 milhões para a quadrilha.

Entre os presos estão os irmãos Carlos Francisco Gomes, 40 anos; João Francisco Gomes, 45, e Marizan Francisco Gomes, 51. A esposa de João, Romária Flávia de Oliveira, 30, e a companheira de Carlos, Janaine Ferreira da Silva, 31, também foram presas, além de Elisson Euclides Braga, 32; Walter Sérgio Matos da Silva, 45, e Jakeline Aparecida Pereira, 32. Foram conduzidos coercitivamente Eduardo Silva do nascimento, conhecido como Dudu, 38, e Emerson Ribeiro da Silva, 41. Uma mulher ainda está foragida.

O Superintendente de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), Delegado-Geral Márcio Lobato, contou o que foi apurado pelas investigações. "As apurações começaram há cerca de cinco meses quando uma das vítimas nos procurou para relatar que tinha caído em um golpe. Eles cometiam dois tipos de golpe. O primeiro era a falsa venda de veículos. Os suspeitos anunciavam o veículo em um site de vendas, o interessado entrava em contato com o vendedor e ele contava uma história - de que já tinha pagado 48 prestações e que ainda faltavam 12, mas que o banco tinha recolhido o carro e que teria feito um acordo para pagar um valor bem abaixo do que ele devia, mas que esse pagamento deveria ser feito em um prazo curto - justamente para não dar tempo de a pessoa conseguir descobrir o golpe. O vendedor passava o telefone de uma empresa e o atendente confirmava a veracidade das informações e emitia um boleto para que a pessoa efetuasse o pagamento. O dinheiro caía na conta de um 'laranja' e depois ele dividia o dinheiro", destacou. "Eles chegavam a vender o mesmo carro cinco vezes em uma mesma semana", completou.

A segunda modalidade de golpe era o falso empréstimo. A quadrilha oferecia, na internet e em jornais, empréstimos para pessoas com o nome negativado e, para se concretizar o negócio, a vítima teria que depositar a quantia de 10% do valor do empréstimo a título de seguro. E como de costume, após o deposito desse seguro, os criminosos não mais atendia ao telefone.

De acordo com o Chefe do Departamento de Fraudes, Rodrigo Bossi, as investigações continuam. "Vamos dar continuidade à operação e o nosso objetivo agora é descapitalizar a organização criminosa, pois eles faziam diversas viagens, faziam muitas festas e esbanjavam dinheiro", ressaltou.

O delegado Daniel Buchmüller, responsável pelas investigações, discorreu sobre o trabalho desempenhado pela equipe. "Foram oitos presos: cinco por prisão preventiva e três por temporária. Eles confessaram a participação nos golpes, mas não deram detalhes. Disseram que estavam desempregados e por isso se envolveram no crime. Essa era uma quadrilha extremamente organizada e que agia em diversos estados do país, como Brasília, Tocantins, Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros", destacou.

As investigações continuam no intuito de prender a suspeita que está foragida e identificar outros envolvidos.

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